Finalmente estamos entrando em uma era onde as máquinas [me refiro aos computadores e isso é um bom começo] estão deixando de apresentar mensagens grosseiras como “você não tem permissão para fazer isso. Contate o administrador do sistema” [ora! o pc é meu!] aos seus usuários. Princípio básico de usabilidade: O usuário nunca está errado. Coloque-se em uma situação de erro de manipulação um objeto, máquina ou ferramenta qualquer que tenha utilizado.
Porquê você errou? A culpa foi da sua falta de capacidade de compreender o óbvio ou faltaram instruções? Acredito que tratando-se de manipulação de qualquer objeto, máquina, software ou web site, a maioria das situações de erro podem ser evitadas não só com instruções para guiar o usuário e tornar óbvio o modo de usar mas também por meio de mensagens de conforto. Conhecem as do Orkut?

"o chilique"
Vejamos… não importa para o usuário se houve um erro ‘Erro 405 de HTTP 405′ pois o ‘método GET não é suportado neste modo’. Não mesmo. Se houve algum erro e a solução não depende do usuário inserir novamente qualquer dado, a melhor solução poderia ser culpar o servidor e dizer que se comportou de maneira inesperada. O importante é que o usuário entenda o contexto da situação: “Deu pau”.
Claro que isso não acontece somente com web sites, vide ótimo exemplo do “pesadelo dos cegos”. Todos nós já entramos em um elevador com botões em Braile… Imagine um cego que entra sozinho num desses elevadores, identifica o botão (torça para que não seja um daqueles que aciona só de passar a mão) e aperta: “29°andar”. Sente no corpo a sensação de ser elevado e de repende o elevador diminui a velocidade, emite um som de “piiiii” e…(…) será que estamos no 29° ou alguém estava esperando o elevador no quarto andar e outro elevador chegou antes? QUanto será que custa para o desenvolvedor deste ambiente um sistema que ao invés de emitir um “Piii” diz: “Chegamos ao vigésimo nono andar”?
Definição de usabilidade
Segundo a ISO/IEC 9241 (1998), uma das normas ISO para Usabilidade:
“medida na qual objetivos são alcançados com eficácia, eficiência e satisfação.” Sendo que:
usabilidade: Medida na qual um produto pode ser usado por usuários específicos para alcançar objetivos
específicos com eficácia, eficiência e satisfação em um contexto específico de uso.
eficácia: Acurácia e completude com as quais usuários alcançam objetivos específicos.
eficiência: Recursos gastos em relação à acurácia e abrangência com as quais usuários atingem objetivos.
satisfação: Ausência do desconforto e presença de atitudes positivas para com o uso de um produto.
contexto de uso: Usuários, tarefas, equipamento (hardware, software e materiais), e o ambiente físico e social no
qual um produto é usado.
sistema de trabalho: Sistema, composto de usuários, equipamento, tarefas e o ambiente físico e social, com o
propósito de alcançar objetivos específicos.
usuário: Pessoa que interage com o produto.
objetivo: Resultado pretendido.
tarefa: Conjunto de ações necessárias para alcançar um objetivo.
produto: Parte do equipamento (hardware, software e materiais) para o qual a usabilidade é especificada ou
avaliada.
medida (substantivo): Valor resultante da medição e o processo usado para obter tal valor.
Usabilidade não é apenas “tornar mais fácil de usar” e nem se aplica somente a desenvolvimento de software. Está ligado à qualidade da utilziação, à satisfação subjetiva de uso, à eficiência e ao conforto de saber [ou ser convencido de] que o erro não foi causado por sua falta de conhecimento ou porquê errou. Pense no quanto é difícil abrir uma lata de atum ou de palmito de algumas marcas enquanto outras são fáceis.
Hoje podemos ao menos dar como exemplo as mensagens de erro e de utilização do orkut, do wordpress e outros também amigáveis, tratando o usuário com um diálogo simples, natural e mais confortável. Vale a pena prestar atenção a esse requisito de qualidade tão básico quanto importante.
Que texto gigante..
Nemli xP~~
heuwheuwheuwheuw
Te amo anjo! Depois leio.. JUROO!!!
E nem ficou tão ruim assim.. ;x
rsrsrs
beijos!
“[...] Sente no corpo a sensação de ser elevado e de repende o elevador diminui a velocidade, emite um som de “piiiii” e…(…) será que estamos no 29° ou alguém estava esperando o elevador no quarto andar e outro elevador chegou antes? QUanto será que custa para o desenvolvedor deste ambiente um sistema que ao invés de emitir um “Piii” diz: “Chegamos ao vigésimo nono andar”?[...]”
Não sei quanto custa, mas fico feliz de que aqui no Bradesco se tem desses.
Como se trabalha com vários usuários portadores de necessidades, os elevadores são todos equipados para a total satisfação dos usuários.
Toda vez que o elevador para, além de indicar o andar na télinha, também solta-se uma voz suave onde diz que andar está.
Gosto de reparar na dedicação que a empresa oferece não apenas aocliente mas também aos seus funcionários, seja ela uma empresa de grande porte, médio ou pequeno.
oh yes… que bom. Infelizmente o site do Bradesco ainda é um péssimo exemplo de acessibilidade (onde se encaixa melhor o comentário). Quem sabe alguém resolve isso um dia… um simples acesso por um simulador de leitor de tela nos acusa:
Seu navegador não suporta JavaScript!
Seu navegador não suporte frames!
FRAME: [1]frm_top
FRAME: [2]conteudo
FRAME: [3]barraBottom
References
1. http://www.bradesco.com.br/html/content/barra/index.shtm
2. http://www.bradesco.com.br/html/content/home/index.shtm
3. http://www.bradesco.com.br/html/content/barra/bottom.shtm
Ok… culpa do meu navegador (leitor de tela), no caso o simulador Lynx e aí entramos na discussão: O usuário está errado? Fora o insulto de “caso não esteja visualizando a imagem, clique aqui” e quando clico o site me sacaneia com outra imagem e a mesma mensagem “caso não esteja visualizando a imagem, clique aqui”. Ponto negativo.